CANCUN: O SÍTIO ARQUEOLÓGICO DE CHICHÉN ITZÁ

Chichén Itzá era considerada a capital da civilização maia e hoje em dia tornou-se o segundo sítio arqueológico mais visitado do México. Suas ruínas reúnem construções surpreendentes, entre elas a famosa Pirâmide de Kukulcán, escolhida como uma das sete maravilhas do mundo moderno. A visita à cidade é um passeio muito procurando por quem viaja para Cancun e exige praticamente um dia inteiro, devido à longa distância percorrida. Veja neste post um relato da minha visita, com dicas para conhecer este local surpreendente.


Pirâmide de Chichén Itzá - O templo de Kukulcán


O sítio arqueológico de Chichén Itzá está localizado no estado mexicano de Yucatan, a cerca de 200 km de Cancun. Não fiz este passeio por conta própria e para chegar lá utilizei um ônibus de uma agencia de turismo. Há muitas opções de agências que oferecem diferentes tipos de pacotes, do econômico ao mais sofisticado, podendo incluir a visita a outras atrações pelo caminho, entre elas o Cenote Ik-Kil.

Este tipo de serviço tem suas vantagens e desvantagens. A grande vantagem é que você não precisa se preocupar em dirigir e pode até dormir dentro do ônibus. Além disso, será acompanhado por um guia e terá muitas explicações sobre o sítio arqueológico. Algumas agências oferecem lanche e também sombrinhas para se proteger do sol e do calor durante o passeio. Entre as desvantagens, cito principalmente a falta de liberdade, a necessidade de estar sempre em grupo e depender de outras pessoas para tudo.



Entrada da zona arqueológica


A visitação à zona arqueológica de Chichén Itzá acontece todos os dias, das 8h00 às 17h00, com último acesso às 16h00. Em algumas datas específicas o local também abre à noite para um evento chamado “Noites de Kukulkan”.

Logo na entrada, junto à bilheteria, há um centro de atendimento bem estruturado, com restaurante, lanchonetes, banheiro, casa de câmbio e lojinhas. Dentro do sítio não há venda de bebidas ou alimentos, apenas artesanato.


Centro de atendimento na entrada do sítio arqueológico


A primeira parada foi na famosa pirâmide, chamada de “O Templo de Kukulcan” (El Templo de Kukulkán) e conhecida também por “O Castelo” (El Castillo).

A pirâmide tem 91 degraus em cada um de seus quatro lados, que, somados ao último degrau no seu topo, totalizam 365 degraus, o que corresponde ao número de dias do ano no calendário maia. A altura total é de 30 metros, sendo 24 metros até o fim da escadaria e mais 6 metros do templo que encontra-se na sua parte superior. Um dos seus lados foi restaurado para representar como era sua aparência original. Pela imagem abaixo é possível perceber bem a diferença e o quanto ela já se desgastou ao longo do tempo.

Antigamente era permitido subir nesta pirâmide, o que acabou ajudando a danificá-la ainda mais, mas hoje em dia não é possível nem encostar nela. Todas as construções do sítio arqueológico estão protegidas por cordas para evitar o contato dos visitantes.


Pirâmide de Chichén Itza - O Templo de Kukulcán


O caminho para a pirâmide é repleto de vendedores de artesanato, mas também é possível encontrá-los em vários outros locais do parque. Eles vendem principalmente objetos de decoração esculpidos em madeira, roupas e acessórios. Se você pretende comprar algo, tente barganhar o máximo para que o vendedor baixe o preço. Fiz isso e deu certo, paguei quase metade do valor original por um objeto.


Comércio de artesanato em Chichén Itzá


Comércio de artesanato em Chichén Itzá


Depois passei pelo “Templo dos Guerreiros”, que fica bem próximo à pirâmide, e também pela “Praça das Mil Colunas”, uma área ao lado do tempo.


Templo dos Guerreiros


Praça das mil colunas


A zona arqueológica de Chichén Itzá é muito quente, por isso é essencial passar muito protetor solar e levar garrafinhas de água para hidratação. Os circuitos dentro da cidade são todos de chão batido e há algumas áreas com bancos para sentar na sombra das árvores.

O local foi declarado como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1988 e é considerado o segundo sítio arqueológico mais visitado do México, perdendo apenas para as ruínas de Teotihuacán, localizadas a cerca de 80 km da Cidade do México, a capital do país.

O dia em que Chichén Itzá recebe mais visitantes é nos equinócios da primavera e do outono, dia 21 de março e 21 de setembro, respectivamente. Nestas datas, acontece um fenômeno onde a sombra da luz do sol feita pelos degraus da pirâmide de Kukulkan projeta a imagem de uma serpente na própria pirâmide.


Pirâmide de Chichén Itzá - O Templo de Kukulcán


Há uma outra pirâmide por lá, mas que já está bem deteriorada e que é muito menor que a pirâmide principal. Ela fica na entrada de um setor do sítio que eu acabei não visitando.


Ruína de Chichén Itza


É bem comum encontrar várias iguanas durante o passeio. Elas estão em casa e não se intimidam com a presença dos turistas. Não é preciso ter medo, pois elas não atacam, a não ser que você provoque ou tente tocá-las.


Iguana na zona arqueológica

Um dos locais ir embora, o último local que visitei em Chichén Itzá foi o campo do “Jogo de Pelotas”, onde acontecia uma disputa muito tradicional dos maias e que funcionava como uma espécie de ritual. Na quadra, dois grandes paredões possuem cada um um arco de pedra, por onde os jogadores tinham que fazer passar a bola. O curioso é que eles só podiam lançar a bola com os quadris ou com o antebraço, o que certamente tornava o esporte muito difícil.


Campo de Jogo de Pelotas


Campo de Jogo de Pelotas


Campo de Jogo de Pelotas


Fiquei cerca de uma hora e meia visitando as ruínas, fazendo algumas paradas para descansar, curtir o cenário e fugir do calor. Quando fui embora o local estava bem mais vazio, pois começou uma chuva muito forte no local.


Caminhos de Chichén Itzá

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